quinta-feira, agosto 31, 2006

Eu confesso....


È uma palavra que dizem os entendidos, só existe no dicionário português….saudade!!
Eu confesso que descobri o significado dessa palavra tardiamente, quando me perguntavam se sentia saudades ou o que significava, eu respondia sempre, “não sei, para mim o que vives, vives e a vida segue, porque não dá para voltar a trás. Em parte sei que tenho razão, ou melhor racionalmente tenho razão!!!
Mas o facto é que a vida segue, a vida segui, mas comecei a sentir falta de pessoas, de lugares, de momentos, e comecei a pensar que se calhar era isso que se chama saudade.
Sinto saudade de ser adolescente, sinto saudades de certas e determinadas pessoas, sinto saudades de sítios onde estive varias vezes ou apenas uma, sinto saudades de momentos passados com essas pessoas.
Então o que é saudade?? Será a saudade a conjugação de 3 factores?? Pessoas, lugares e momentos?? Penso que poderá ser! Sente-se algo de especial por uma ou várias pessoas que estiveram connosco num lugar especial ou não e que fizeram-nos passar por um ou mais momentos especiais.
Até podemos não nos aperceber que um dia vamos sentir saudades daquilo. Daquela pessoa, daquele momento, daquele lugar.
Eu confesso…hoje sinto saudades de muito coisa, sinto saudades de pessoas, lugares, momentos que me fizeram feliz…..
Parei para ler este post...Assim que li a primeira frase veio à minha cabeça uma música do Gabriel, o Pensador.Aproveitei e pus um trecho dessa música (Tas a Ver?) neste comentário... A saudade... Ela existe, e se existe é porque os sentimentos estão presentes, o gostar!Aproveito também para dar destaque aos dois últimos versos da música. Se todos fossem assim tudo isto seria melhor, mas nós (Homens) nem sempre damos valor às pessoas com as quais sabemos que podemos contar... Somos um SER insatisfeito, buscamos a perfeição a todo o momento mas sabemos que nunca a atingiremos.
A música:
(...)
seja onde for, uma lágrima de dor
tem apenas um sabor e uma única aparência
a palavra saudade só existe em português
mas nunca faltam nomes se o assunto é ausência solidão apavora, mas a nova amizade encoraja
e é por isso que a gente viaja
procurando um reencontro, uma descoberta
que compense a nossa mais recente despedida
(...)
é tudo temporário no tapete voador do calendário
há que temos forças, pra somar e dividir
enquanto estivermos aqui
se me ouvires cantando, canta comigo
se me vires chorando, sorri.
Abraços
Marco Faleiro
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Barco da consciência

Sentei-me no lugar onde me sento normalmente, oiço entoar, o som de uma concertina, tocada por um puto acompanhado da irmã.
Como bonita é aquela criança, longos cabelos castanhos, olhos castanhos, pele morena aciganada, um ar ingénuo de quem pouco ou nada sabe, mas que no rosto, trás consigo as marcas de um dia a dia árduo e difícil, igual a tantos outros.
De lugar em lugar, vai em busca de mais uma moeda, todos tentam ignorar a presença da jovem, mas é impossível. Ternura, pena, desgosto, desilusão, um sem fim de sentimentos, um sem fim de sensações demonstradas, todas menos uma, INDIFERENÇA, sim indiferença! Por mais que alguém tenta-se, não conseguiria ficar indiferente aquele quadro.
Saiu com o prato de plástico que trazia numa mão, vazio, mas lançou uma onda de mal estar geral naquele BARCO DA CONSCIÊNCIA
.
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Um pedido especial….um aconchego

Talvez muitos de vocês não se recordem de um gesto que os vossos pais faziam (os que faziam) e que na altura, nem os próprios pais nem vocês, se apercebiam de importância do gesto.
Eram vocês crianças e deitavam-se na hora Vitinho (lembram-se), e quando estavam quase a adormecer ou mesmo já a dormir, o pai ou mais vezes a mãe, iam ao vosso quarto, fazer um simples gesto, que vos fazia sentirem-se mais capazes de enfrentar os perigos da noite de sono, fazendo o tal gesto que vos transmitia calor, afecto e carinho .
Quantos de vós não sentiu o aconchego do lençóis, pelos vossos entes queridos, quantos de vós não sentiu o conforto do aconchego do cobertor, numa noite fria de Inverno, quantos de vós nunca pensou que sente saudade desse aconchego.
Falei atrás a importância de acto….nenhuma, dirão muitos!!
Eu penso que terá alguma, uma demonstração que deveria ser banal de afecto, carinho, preocupação,…….
Peço aos Dadinhos e Susanas, Narcisos e Sofias, Bibas e Cristinas, Filipes e Carlas, Hélios e Veras, etc , etc…que sempre que se lembrem aconcheguem os lençois dos vossos “petit´s”, dos Rafas, dos Rodrigos, dos Diogos, dos Gonçalos, das Carolinas, dos Alexandres, das Leonores, etc…. porque um dia quando eles tiverem a nossa idade, os nossos “petit´s” vão ter saudade do simples gesto que é esse aconchego dos cobertores numa noite de Inverno, tal como ás vezes quando parece que tudo nos corre mal , sentimos falta do colinho da mãe.
Agora perguntam-se vocês porque me lembrei de escrever sobre isto?? Como sabem trabalho com jovens de risco, jovens que não sabem, nem nunca sentiram esse gesto, o pai chega tarde, quando chega ou existe, e é desprendido de qualquer demonstração de afecto é pai, ou são pais….
Durante uma colónia fechada que fiz, tínhamos os miúdos a dormir quase todos destapados e aconchegamos a roupa a todos eles….no dia seguinte falamos sobre isso com eles e percebemos que nunca lhes tinham sentido essa banal demonstração de carinho.
Até ao fim da colónia, nós monitores, aconchegamos os cobertores aos “nossos” meninos todas as noites, na esperança que um dia também eles aconcheguem ao cobertores aos seus filhos……..






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Musica e Gostos Musicais


Num dos comentários que recebi ao blog, (que mais uma vez aproveito para agradecer), a minha amiga Denise, afirmou encontrar musicas, que quem olha para mim, não pensava que eu ouvisse.
Penso eu que ela se referia a 2 ou 3 musicas portuguesas que estão na abertura do blog.
A musica faz parte do meu dia a dia, e se acordo bem disposto, começo logo a cantar (mal eu sei) e a dançar.
É claro que tenho estilos musicais do qual gosto mais e que oiço mais, mas talvez fruto deste meu cruzamento afro europeu, e porque a musica é mundial, dou por mim a ouvir, por vezes um fado, um Sinatra, passando por U2 e por ai fora, indo ao regge, porque não uma musica clássica, sons tugas de vários géneros, hip- hop e claro Kisomba. Ou seja não gosto de me impor um rotulo e dizer que só oiço isto ou aquilo, oiço o que me apetece no momento, e também como me sentir no momento.
Como em quase tudo, há coisas que não gostamos e para mim, em termos musicais, não consigo ouvir aquelas bandas de rock muito pesado, daquelas que é mais barulho que outra coisa...há quem goste e isso respeito, cada um com a sua, todos com a nossa....
Gosto a dizer meio a brincar, meio a sério, que sou 1 cidadão do mundo, e este é o exemplo que melhor encontro, para encaixar nessa minha frase. A musica une, a musica acultura, a mesma musica que me faz ir de “Maria do Monte” Amália ou Mariza, a Bob Marley ou Philipe Monteiro, com ou sem paragens em “Chicago” ou “New York” de Sinatra, jogando ou não “Um GTA” ou uma "casa", com um simples toque num botão do leitor de cd´s.





Tribos Hurbanas…"atribulação urbana"

Existem os rappers, os hippies, os góticos, os surfistas, os betos, e mais alguns que agora não me recordo, chamam-lhes tribos urbanas, vestem-se de mesma forma, usam os mesmos acessórios, as mesmas expressões verbais, os mesmos cortes de cabelo, frequentam os mesmos sítios. São fruto de necessidade inata do Homem, se socializar, de se identificar com algo, muitas vezes com alguém.
Acho que todos nós pertencemos, em algum período da nossa adolescência, a uma tribo urbana, levando essa característica ou parte dela para a nossa vida adulta.
Todas elas tem a suas modas, as suas ondas, lembro-me que na minha “teenergidade”, a onda era ter cabelo cumprido e ser surfista, então se usa-se brinco, elas caiam para o lado, se tivesse uma scooter era deus….
Como é obvio também pertenci a uma tribo, também segui uma onda, mas não creio que a tenha trazido para a minha vida adulta, minto, pensando bem pertenço a tribo dos que se deslocam todos ou quase todos os fins de semana para verem um jogo do seu clube, sim isso também é ser de uma tribo.
Hoje e cada vez mais umas vão buscar características ás outras, não sei que nome terá esse fenómeno, aculturação não será, pois para mim as tribos urbanas não são uma cultura, mas por ventura poderei dar a esse fenómeno o nome de “atribulação urbana”, (será que acabei de inventar um termo novo) o facto de hoje vermos betos a ouvir kisomba, ou regae e metals writers (nome dado a quem faz graffity`s), mas como já vi um ex-skin numa discoteca africana, já nada me espanta nesta “atribulação urbana”.
Sejam de que tribo forem, sejam de que onda forem, não deixem é de ser vocês mesmos, dentro desta selva, palco, o que quisserem chamar, chamada vida….


mexendo no baú....

Corpos que bailam
Movem-se rapidamente ou ao passo lento da vida
Movem-se esbeltos e quentes
Cheios de querer, mais parecendo mar
Com uma força que tu próprio sentes

Corpos que bailam esquecendo magoas
Ou tentando esquecer!
Sabendo que uma dura verdade
Apenas tentam esconder

Corpos que se movem
Cheios de vida repletos
Corpos que bailam
Ao som de sons concretos

Corpos…formas de seres
Que com a tristeza ralham
Deixai-os viver
São apenas corpos que bailam


Actores
Ergo-me todas as manhãs
Para contemplar o belo mundo horrendo
Para representar neste palco
Que me fustiga e me vê sofrendo

Não tenho bem a noção
Do que me assusta mais
Se o palco onde bailo conscientemente
Se o meu mundo feito de imagens irreais

No entanto continuo erguendo-me
E vendo em meu redor vultos hipnotizados
Que serão apenas figurantes da minha peça
Que actuam sozinhos, mas não isolados
Por mim este palco onde represento
Em todas as manhãs que me ergo
Seriam todos os lugares, todos os sonhos
Onde com a minha imaginação chego

Mas não! Por mais que imagine
Este palco não muda
E a voz que espero ouvir
Continua a chegar-me surda

Mas não desisto de me erguer
Para continuar a contemplar o belo mundo horrendo
Para continuar a representar uma peça
Da qual fazes parte, mesmo não sabendo


Numa noite
Recordo o gosto do vivido!
Saboreio cada momento passado,
Cada gesto, cada olhar, cada palavra trocada,
Penso em ti enquanto a cidade dorme.

És a lua ou simplesmente a rua deserta que contemplo,
Numa noite fria, na luta contra a insónia,
Lágrimas febris de emoção, escorrem sobre o rosto,
Aquecendo-o na sombra gelada da escuridão.
Salpicando o corpo anónimo, dominado pelo vazio.

Chego ao extremo de forçosamente duvidar,
Da tua existência enquanto ser superior
Nego-te?? Não! Nego o sentimento acorrentado, amordaçado,
Experimento cumprir o árduo ritual do esquecimento.

Mas eis que respiro uma melodia perfumada que te trás de volta
É na chegada do sufoco que se atinge o limite!
Ergo a voz na tentativa de buscar-te, seja onde estiveres
É então que bruscamente se solta o grito aflito.

Ouves o meu grito! Não te manifestas!
Não sabes se é ensurdecedor ou mudo.
O teu silencio é mau, madrugada, tempestade
Mas não é só inspiração, é também dor

Por isso tenho presa em escutar a tua palavra
E espera é eternidade quando se ama!
Descobriste-me!
Tiras-te a mascara que me protege
Reconheço!
Rendo-me a eficácia do teu feitiço


Se a insegurança foi o preço da perda
É certo que ela se deixará morrer no instante
Em que voltar a ter algo que comigo trago
Sempre presente.
A doçura do teu olhar….!
algumas coisa que escrevi ...algures há 10 anos atrás....

quarta-feira, agosto 16, 2006

ninguém disse que....


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Muitos acreditam numa palavra chamada destino, muitos acreditam que o destino é um caminho que cada um constrói em cada opção que toma, muitos desistem ou nem começam uma luta e entregam a sua sorte ao destino, outros, não deixam nas mãos do destino e seguem um caminho, mesmo que esse caminho seja de amargura, tristeza, mesmo que aparentemente esse caminho seja o mais seguro, mas não, o que de facto lhe traga ao tal famosa felicidade ou mesmo que esse caminho seja doloroso, e que por inverso, no fim traga a tal famosa felicidade.
Confuso…?? Talvez, ninguém disse que a vida era fácil de entender, ninguém disse que nunca iríamos chorar, que nunca iríamos sofrer, ninguém disse que não nos cruzaríamos com pessoas que nos iriam marcar, nem disse que nunca viveríamos dilemas, que nunca teríamos que deixar o nosso futuro nas mãos do destino ou escolher o caminho para o nosso destino, nem disse que errar é humano, ninguém disse que uma má opção ou boa opção pode mudar para sempre a tua vida, ninguém disse…..
Ninguém pediu para nascer, ninguém escolheu o sexo com que nasceu, ninguém escolheu os pais que teve, a sorte que teve…o destino que teve….quando é que começa o nosso destino…..??? será que tiramos uma senha antes de sequer sermos gente….
Como neste momento gostava de ver tudo colorido…..mas não consigo, sofro por mim, sofro pelos que estão a minha volta, e tudo é negro, tudo é um buraco que nem eu sei que profundidade tem, penso que quanto mais velho sou, maiores e mais dolorosos são esse períodos, perdi o meu eu que estava em ti, e mesmo com essa perda, tenho que ir buscar forças para ajudar outros eu`s….
Para o meu destino escolhi…ser anjo que vai viver para te guardar, e em forma de humano vai viver para te amar, mesmo em silêncio, mesmo em sofrimento, mesmo vendo-te nos braços de outro…palavras para quê, se o que sinto está escrito no coração e nunca de lá sairá…
Dizem-me que o destino me há-de devolver o meu eu que levaste….não quero deixar essa sorte nas mãos do destino, e se ele nunca mais te trouxer de volta??? Quero…prefiro ser eu a ajudar o destino…
Ninguém disse que….era fácil estar vivo, mas se antes vivi um conflito entre razão e coração, hoje estão os dois novamente em sintonia….ambos preparados para continuar a percorrer o caminho longo e escuro que me pode levar a ti… Já viste como é triste a noite sem o luar? É assim a minha vida sem a luz do teu olhar.
Ninguém disse que é impossível …acredito e luto, mesmo que tudo pareça escuro e perdido….

dedicado a ti (sabes kem...não é preciso escrever), há histórias assim....e a todos voçês que me inspiram para escrever....I love you all...

um feriado qualquer





15 de Agosto de 2006, este dia que poderia ser apenas e só mais 1 feriado de praia, mas devido ao menos bom tempo e também devido a um pedido especial, da minha tia Carla, para ficar com o mais pequeno (em tamanho físico) amor, a minha prima Leonor, acabei por ficar em casa.

Dizia eu que, este , que era apenas mais 1 dia feriado qualquer, foi um dia especial e diferente.
Na véspera tinha comprado 1 filme (aqueles senhores que andam a vender dvd nas ruas e restaurantes) que a minha eterna chefinha Maria do Rosário Lopes, me tinha referenciado, sabendo do período que atravesso na minha vida. Disse-me “Vê o filme que vais gostar e vai ajudar a que vejas as coisas de outra forma. Esse filme era “a Casa do lago”.

Então neste feriado, lá fui eu, para casa dos meus tios, ficar com a minha Nori, enquanto eles iam resolver assuntos entre eles, brinquei com ela, mudei-lhe a fralda e começamos os dois a ver o filme, é certo que ao fim de 10 minutos a minha bebé já estava a dormir.

Voltando ao filme, “A casa do Lago” com Sandra Bullock e Keanu Reeves, para aqueles que ainda acreditam no amor, para aqueles que acreditam que a vida não nos vira as costas, aqueles que lutam, pelo que é certo, para aqueles que acreditam, mesmo que tudo pareça perdido e acabado, para aqueles que sabem e conseguem esperar, porque acreditam que um dia a vida volta a juntar o que de bom separou, para esses dizia eu, para os sonhadores, este filme é um conforto á alma, um reforço a esperança que todos podemos ser felizes e ultrapassar as mais absurdas dificuldades, uma chávena de chá numa noite Inverno ou uma bebida fresca numa noite de verão…para aqueles que se revêem nesta pequena parte do texto, FICA A SUGESTÃO, não é apenas e só mais uma história de amor.

Acabou o filme reflecti sobre ele…e voltei para a minha Leonor, eram horas da minha bebé acordar e comer….

Num feriado qualquer, reflecti que lutar também é saber esperar, que quando os sentimentos são ou foram grandes e verdadeiros, 1 dia vêm ao de cima….”eles esperam, eles se reencontram, eles tem outra chance…”
“se te amo sou capaz de esperar que a vida nos dê outra chance”




Ps..dedicado a ti “Chefinha Rosário” sei que se hoje estou onde estou, também tens a tua cota de responsabilidade……

As lágrimas não se veêm....até porque eu dou muito valor áquelas que caem por dentro.São mais sentidas. Ter um amigo como tu...é .....delicioso. Amigo espiritual, que não está presente...mas é sentido .Sabemos sempre onde encontrar.
Quanto à Casa do Lago....e à mensagem que é transmitida...podem muitos pensar que é mais uma história de amor lamecha.Não é...de certo que não é.
è a constante procura da outra metade da laranja...da outra metade do SOL...da outra metade da LUA.
A vida pode ser dura para quem a desperdiça. Mas tu, és um lutador nato. Até lutaste para nascer...Lutaste para chegar onde estás.E porque não lutar por algo tão delicioso e aconchegante...o amor da outra metade.
Existem pessoas que já encontraram a sua metade, mas por contrariedades da vida, não têm oportunidade de partilhar o espaço e o tempo! Outras que, ainda lutam desesperadamente para encontrar a sua metade algures neste espaço.
Nem o desespero da impaciência provoca a desistência...a falta de esperança.
Não desistas da tua metade...nunca.
Um beijo grande para o meu eterno chefinho.


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não é apenas mais um exemplo....

é reconfortante receber algo, de alguém, que demonstre o quanto somos importantes para esse alguém....mesmo que seja apenas um bocado de papel, com um desenho e umas meras palavras.Felizmente sempre consegui criar uma relação muito boa entre, mim e os meus jovens, por todos os lados por onde passei em trabalho...são gestos como este, espontâneos, que mais nos marcam.....não é apenas só mais um exemplo, é o exemplo, pois todos eles são especiais e únicos, que ficam guardados no meu cantinho de recordações especiais.... obrigado MC, há muito que fazes parte do meu cantinho de memórias


ps:cliquem em cima da imagem para verem melhor



outra forma de solidão

Muitas vezes se diz, se comenta que o ser humano têm medo da solidão….não falo da solidão enquanto estar só, sem amigos, sem familiares, sem ninguém para partilhar ideias, medos, receios, desejos. É normal que assim seja, porque desde que nascemos fomos educados para viver numa sociedade que nos vicia e ensina, que nos educa e nos guia, de uma forma tão discreta quanto natural, e como bichos sociais que somos, temos necessidade de não sentir essa solidão.

Quando aqui falo de solidão falo, do medo que o ser humano tem de não encontrar alguém com quem possa partilhar os seus mais íntimos desejos, afectivos, sexuais, alguém que, quando começamos esse envolvimento, pensamos e queremos acreditar que estará o resto das nossas vidas ao nosso lado, mesmo que por vezes ausente fisicamente.

Quando aqui falo em solidão falo do medo de não ter um namorado/a, porque muitos ou poucos, normalmente todos temos amigos com quem partilhamos a nossa vida, mas esses sabemos que estão lá, e não é que não exista também o medo de os perder, mas são medos diferentes, a solidão da perda de amigos é inversa a perda do um namorado/a, porque com eles partilhamos algo que não se partilha com os simples amigos…o nosso corpo e a nossa alma, num momento em que se faz amor, num momento de intimidade, se fossem solidões idênticas, não teríamos medo de nunca encontrar alguém que nos preencha nos dois aspectos amiga/o e namorada/a….por alguma razão (normalmente) não vamos para a cama com as nossos amigos, por alguma razão partilhamos tudo, até podemos chegar ao ponto de contar pormenores, mas não lhes damos a oportunidade de vivenciar essa nossa intimidade.

Duro é quando as duas formas de solidão que falei atrás se juntam num só caso….e nesses casos o tamanho da sala onde estamos sós parece que aumenta, parece não, aumenta certamente!

Consigo compreender o porquê de termos medo de estarmos sós…..sem querer provar o gosto de não termos alguém que partilhe connosco a nossa solidão, porém muitas vezes esse medo, receio, confunde-se com um outro sentimento chamado Amar, e como essa partilha é boa, confundimos medo de estar só com amor….e mesmo que tenhamos duvidas, mantemos a relação, simplesmente para não estarmos sós…..para não nos sentirmos sós, para não estarmos em solidão.


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terça-feira, agosto 08, 2006

seios....comentem se forem capazes


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quinta-feira, junho 22, 2006

O que és capaz de fazer por amor…??

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Tenho que esboçar um sorriso antes de escrever este texto, porque para ser sincero, acho que até á bem pouco tempo tinha uma ideia do que seria capaz de fazer por amor, hoje, dia em que escrevo estas linhas, penso saber exactamente o que sou capaz de fazer por amor.
Não é que até ao dia de hoje não tenha amado e sido amado, amei e sei que fui amado.

Certamente que todos já nos perguntamos individualmente ou em conversas de grupo, o que seríamos capazes de fazer por amor, sempre tive uma noção que seria capaz de fazer quase tudo o que estaria dentro dos meus limites, mas nos dias que correm penso ter descoberto que a melhor forma de fazer algo por amor, é em primeiro lugar conhecer a pessoa amada….penso que se não conheceres a fundo a pessoa que queres conquistar ou reconquistar, não conseguirás interpretar as reacções dela, ás pequenas grandes loucuras que fazes, as reacções dela ao que somos capazes de fazer por amor (aqui tenho que falar de uma musica do Paulo Gonzo – Sei-te de cor, explica bem o que quero dizer).
Por amor se mata, por amor se morre, penso…penso não, tenho quase a certeza que nunca seria capaz de o fazer, mas, penso que hoje sei qual a minha capacidade de sofrimento e de luta em relação, a algo que é tão importante para o nosso equilíbrio emocional.
Alguns pensam e confundem lutar com o ficar á espera de braços cruzados á espera que a pessoa amada neles reparem, outros cometem pequenas loucuras pequenos gestos para chamar a atenção da tal pessoa ou para recuperar o amor que deles já foi!
O que somos capazes de fazer por amor..?? hoje sei que pouco há a dizer e muito a mostrar, hoje sei que é impossível negares o teu coração, e por mais que digas que não, mesmo que uses a racionalidade, um dia o teu coração vai superar essa racionalidade, porque hoje sei, ninguém é capaz de negar o lado esquerdo do peito constantemente.
Há histórias lindas de pessoas que se amaram, amam, mas que por uma série de encontros e desencontros então separados, é triste que assim aconteça, (é triste não é Giló) é triste quando sabes que alguém te ama muito, mas não está contigo, é triste saberes que alguém te ama, mas decide arriscar numa relação que não acredita, com uma pessoa que talvez até nem lhe diga nada de especial. Mano Giló, como nos sentimos nessa situação?? O que pensar nessa situação? Mano a mim dizes que numa situação destas, deixa de haver lógica e nada faz sentido….eu digo-te que o a única lógica que pode haver é voltar a encontrar a lógica…
A ti perguntam o que sentirias se as coisas voltassem e não dessem certo?? Tenho a certeza que sentirias o mesmo que eu mano…PENA, Pena de 2 duas pessoas que se amam não tentarem mais uma vez, e pena de duas pessoas que tem tudo para darem certo, não se terem acertado.
Mano Giló…o que és tu capaz de fazer por amor…???Acho que hoje também já sabes!! Porque sabes melhor que eu como vai acabar a tua/nossa história
Mano GI…o que somos capazes de fazer por amor….???


Ps: Dedico-o especialmente a 6 pessoas muito especiais Giló, Maria, Narciso, Sofia, Catarina e a mim próprio….e ainda a todos aqueles que nele (No texto) se revejam

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um olhar....tanto sentimento

No outro dia vi uma amiga minha de escola, que por sinal é ex namorada de um grande amigo meu. Aquelas relações que começaram no secundário e acabou por durar 7 anos.
7 anos que acompanhei de perto, onde os 2 entraram na adolescência, viveram na lado a lado passando por dificuldades extremas graças a uma coisa parva que não desaparece chamada racismo.
O certo é que um dia acabou, acabou de vez, ambos tiveram outros parceiros, mas quem os conhece, sabe que cada vez que se encontram, existe um terramoto interior, que os volta a unir naquele momento.
Tudo isto para dizer e explicar o seguinte….nesse dia vi essa tal amiga (porque ele vejo regularmente) e cumprimentamo-nos e por acaso ou não falei nele….numa fracção de segundos vi tanta coisa escrita num olhar, tantas recordações a passar, talvez tanto amor para ainda dar…..
E perguntei-me será que existe amores eternos?? Perante aquele olhar sim!!! Como consegue ela viver com outro homem quando basta apenas falar em 2 pequenas sílabas de um nome para despertar tanta emoção, tanto desejo….
Quantos não acordaram todos os dias ao lado de alguém de quem gostam é certo, mas sabendo que longe, algures num passado distante ou não, está aquela pessoa que, aconteça o que acontecer amaram sempre, e mesmo que não o vejam habitualmente, a qualquer dia, a qualquer hora, por qualquer motivo o vosso pensamento cairá nessa pessoa e pensaram…como estará o grande amor da minha vida…..???


PS....Cascata, Gi... lembra-te alguma coisa...??? beijo grande Filipada (pipinha)!!!
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Emocional vs material

Provavelmente uma pergunta sem nexo, pensaram alguns
A minha pergunta é a seguinte, o que é mais importante numa relação, entre estes dois pontos que vou focar? Os esforços emocionais, que são feitos para manter a relação, ou as pequenas surpresas feitas ao parceiro, como oferecer flores, comprar uma peça de roupa?
A esta altura estarão vocês a perguntar o porque desta questão?
O que será mais importante, a questão emocional ou material.
Mas o que são os esforços emocionais? Dou como exemplo o facto de, suportares uma relação quando sabes que por diversos motivos ela não está bem, falo em compreenderes e dares força á parceira quando ela está em baixo porque sofre pressões de certas e determinadas ordens, falo em seres amigo, confidente, sofredor e lutador na relação com o teu/ tua parceira, perdoar até o imperdoável (apesar de hoje crer que tudo tem perdão, dependendo do quanto se goste)!
Porém existem aqueles que dão mais importância e que avaliam quanto o parceiro gosta deles pela quantidade de presentes e surpresas que lhe fez. É certo que com o tempo isso é o que poderá ficar..as prendas, as surpresas, os fins de semana, as férias.
A duvida que me coloco é…não será aquilo que dás emocionalmente de ti mais importante que o que dás materialmente?
Sei que para muitos este texto não fará muito sentido, Há coisas que são precisas viver para se perceber….há coisas que nunca pensamos ouvir….
Mas a minha conclusão a esta dúvida que é muito complexa de explicar por linhas, é a seguinte…o que dás emocionalmente de ti por uma relação, num momento de menos lucidez da outra parte vai ser esquecido, desprezado, o que ofereces-te materialmente será desvalorizado, apenas e só porque a magoa nos rouba a lucidez de racionalizar, apenas porque as pessoas quando não lhes convém, não se dão ao trabalho de recuar os filmes temporalmente, apenas porque...por vezes todos temos o direito de ser egoístas….


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segunda-feira, junho 19, 2006

28 anos….e o relógio volta a contar

Normalmente no dia do nosso aniversário perguntam-nos sempre, como é k é ter xx anos..??
Normalmente respondo., daqui a 1 ano respondo…mas desta vez, sinto que não preciso de tanto tempo…
Mesmo antes de os fazer, senti que os 28 iam ser de uma fase de mudanças e de recuperação de alguns importantes equilíbrios entretanto perdidos por mágoas passadas, não sei, era como um feeling, que algo estava a mudar, e eu estava a apercerber-me que sim, que algo ia mudar, que algo estava a mudar…comecei a sentir que vivi os 27 um pouco sombrios, carregados de duvidas e de indefinições de todas as ordens, confesso hoje, e analisando friamente e á distância, que atravessei um período, que pela idade que tenho e pela maneira como me conheço, nunca pensei vive-lo tão tarde….não me posso lamentar….tenho é que ficar contente porque o passei e sei que não vai voltar a acontecer, sei que amadureci neste período que prefiro chamar sombrio, muitos dos que me conhecem bem, sabiam que eu não estava bem, mas apenas a uma pessoa eu o conseguia dizer, com a clareza das palavras “eu não estou bem….” Mas nem a essa pessoa conseguia explicar porquê!!!
Confesso que, aparentemente não entrei bem nos 28, confronto de sentimentos, desvanecer de duvidas, e quando dou por mim volto a estar num novo período de luta, mas uma luta boa, uma luta saudável por algo que acredito, e que nunca, (hoje sei) deixei de acreditar reencontro de certezas e reencontro comigo próprio. Reencontro com o meu equilíbrio…28 anos e o relógio voltou a contar…..


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domingo, junho 04, 2006

E quando um inocente se deita.


Este texto, para mim vai ser muito dificil de escrever, pelas emoções que me fazem despertar, e pelo sofrimento que me causou a situação...
Não vou aqui relatar a história porque teria que revelar muito mais da minha privacidade, do que pretendo mostrar neste blog..
Depois de procurar entender a reacção a uma situação, por parte de uma pessoa que me é muito próxima (á qual vou chamar JOÃO), de procurar saber o porque de tanto odio, o porque de tanta raiva, o porque de tanto desprezo, o porque de essa pessoa me estar a tratar como se de um cão abandonado fosse, ou como se fizesse parte do lixo, de qualquer contentor espalhado pela nossa cidade, pensei sempre que seria pelo sofrimento que causei (eu sei) a essa pessoa, mas conhecendo a pessoa em questão, como conheço, não encontrava, como resposta possivel, esse sofrimento causado.
Finalmente consegui, depois de muito custo, já que “JOÃO”, não me dava sequer a oportunidade de falar, consegui dizia eu, ter a oportunidade de falar, ouvir e entender o porque de tais sentimentos...
“JOÃO” julgou-me por uma atitude que pensou que eu tivesse tido, “JOÃO”, levou-me a julgamento, sem sequer me ter dado hipotese de defesa, quando anteriormente, eu e outros lhe disseram sempre que a acusação que “JOÃO” me fazia não tinha acontecido e nunca aconteceria. De qualquer forma “JOÃO”, levou-me a tribunal, julgou e condenou-me a prisão prepetua, condenou-me, sem me ouvir, sem pensar no caracter, personalidade e discurso da pessoa que julgava.
Nesse dia, nessa noite, soube o que sente um prisioneiro que está aprisionado por um crime que não tenha cometido, senti a revolta de sermos acusado injustamente, e mais injustiçado me senti por ter sido acusado e julgado por alguém que me conheçe, e se relaciona comigo, faz parte da minha vida, não há 7 dias, mas há 7 anos.
Nesse dia, nessa noite, quando me deitei ao fim do dia, respirei fundo, e tive orgulho daquilo que fui e sou, nesse dia pensei em todos, que tal como eu estão presos injustamente, posso cumprir pena perpetua, mas a minha consciencia disse-me, descansa em paz, porque eu também estou...o crime de que te acusam não o cometeste...e dormi
Acredito que também todos os que estão injustamente presos sentiram o mesmo e a sua consciencia dirá o mesmo, e também eles dormirão em paz....
Não sei se todos terão a capacidade de perdoar os seus acusadores, eu sei que eu tive, e que a “JOÃO” perdoei a pena, que me decretou, pelo crime que não cometi...
Penso que seja isso que sente...quando um inocente se deita....


Não sei se todos terão a capacidade de perdoar os seus acusadores, eu sei que eu tive, e que a "JOÃO" perdoei a pena, que me decretou, pelo crime que não cometi...posso até ter cometido outros, menos graves certamente, mas nunca este grave crime pelo qual fui julgado.

Ps....dedico este texto e a todos os que cumprem pena injustamente, e ao "JOÃO" que há em nós,digo, para não ditarmos sentenças sem certezas....mas as injustiças aconteçerão sempre....


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sexta-feira, maio 26, 2006

Leonor...


Leonor Filipe Costa Martins

O dia 07/05/2006, ficará marcado na minha vida, para sempre! Se bem se recordam foi o dia da mãe, e nasceu a minha prima, que viu a luz pela 1ª vez ás 11h50 desse dia, com 3, 400kg e muito cabelo preto.
Fico contente por ser filha de alguém que para além de meu tio, é quase um irmão, temos quase oito anos de diferença, mas também cresci a vê-lo crescer.
Para ti Leonor, muita felicidades e que nos tragas muitos sorrisos…. e já sabes que o primão estará aqui, mesmo não sendo dono da toda a verdade e todo o saber, para te apoiar, ajudar e se necessário for te guiar...

I love you Girl…..


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já imaginaram Hitller no caixão

Certamente muitos de voçês teram recebido o mail e as fotos anexas, mas não resisti em o focar, e de penssar que o nosso "amigo" Adolf, deve tar a dar voltas no caixão, é que por ele elas nunca nasceriam....temos pena fascistas
Estas duas meninas são irmãs gêmeas! Uma inglesa negra com ancestrais brancos deu à luz a estas gêmeas em 2005, uma negra e a outra branca. Tanto a mãe, Kylie Hodgson, 19anos, quanto o marido, Remi Horder, 17 anos, são filhos de casais mistos negro e branco). As chances de nascimento de gêmeas assim eram de uma em uma milhão, segundo especialistas em fertilidade. Eles explicaram que um espermatozóide com genes exclusivamente da raça branca fecundou um óvulo do mesmo tipo, enquanto outro espermatozóide com genes da raça negro fecundou um óvulo com genes dos ancestrais negros, o que resultou no nascimento dessas duas gracinhas. Elas completaram um ano em abril.
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Nao recebi esse email! Que lindassssssssss!
Que cena!!!!!! E elas sao parecidas e tudo!
Andreia Batalha

quinta-feira, maio 25, 2006

5 minutos de solidão


Proponho-vos uma pequeno exercício de raciocínio….qual é a primeira coisa que fazemos (o puxar de um cigarro não conta) nos dias que correm quando ficamos sozinhos, quando estamos a espera de algo ou alguém, quando não sabemos muito bem o que fazer??? Já pensaram? Qual é a resposta?? Vá é fácil!
A nossa principal muleta (a par do cigarro para aqueles que fumam) para estes momentos de vazio, tornou-se e é cada vez mais o nosso querido e amigo Telemóvel.
Tornou-se um acto tão inconsciente e natural que maior parte das vezes nem reparamos, mas quando as situações a cima descritas acontecem, pegamos no nosso “amigo” e tentamos fazer com que ele ocupe aquele espaço temporal, que não se encontra preenchido.
E o que fazemos com ele??? Jogamos, enviamos sms, telefonamos para alguém, ou simplesmente percorremos a lista telefónica….quantos de nós já o fizemos?? E não é que ás vezes ele toca..


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Mulheres vistas por mulher


Mais um texto que não é meu, mas que achei muito engraçado, e pedi permissão para o colocar aqui…a minha conclusão…afinal querem o mesmo que nós, expressam-se é de forma diferente


E uma reflexao a cerca do assunto!Meio confusa e certo mas... a intencao e a melhor possivel!O que afinal querem as mulheres? O que se passa na nossa cabeca? Seremos nos mulheres um bicho estranho? Comeco com a resposta a ultima pergunta. Nao, nao somos um bicho estranho. Temos as nossas conviccoes e sabemos o que queremos, na maior parte das vezes! Ok, claro que nao ajuda o facto de sermos inconstantes, mas se ajuda perceberem o porque da instabilidade entao pesquisem sobre TPM . tensao pre-menstrual! Aparece todos os meses! Se as pessoas do sexo masculino acham que somos estranhas, entao e porque nao olharam para si mesmos! Pois e faz parte de sermos seres humanos! Somos complexos! Adoramos perder tempo com coisas sem importancia, adoramos fazer filmes onde nao existem, adoramos pensar no que nao ha para pensar, etc... O que as mulheres querem? O mesmo que voces homens! Sexo, tesao, paixao, amor, desejo... alguem que nos preencha seja de que forma for, conforme a necessidade de cada um! O problema reside no facto de que os homens esperam que nos sejamos diferentes deles, melhor ainda, o oposto. Quando na verdade somos muito parecidos! Sempre se ouviu dizer que os homens nao prestam (seja la o que isto queira dizer) que sao uns sacanas, nao querem compromisso (porque haveriam de querer?), que sao insensiveis (???) e mesmo aquele que se distingue por ser diferente nao consegue ser fiel (as mulheres sao todas fieis???)! Aposto, meninos, que conhecem mulheres que se encaixam neste perfil! Percebem onde quero chegar com o somos parecidos? A grande questao reside na honestidade e respeito para com o outro! Ou seja, se nao esta afim de compromisso entao esclareca na hora, se nao esta afim de ser fiel, entao nao namore! O que vai na cabeca das mulheres? (Nao sei, cada uma tem a sua!) Voltando a minha reflexao pessoal... tem na cabeca... o mesmo que os homens! E sem querer generalizar, mas ja generalizando... todos nos gostamos do que nos da pica, do que nos da luta, do que nao e facil, do que nos da trabalho e do que ainda nao esta conquistado (e para isto meus queridos nao ha explicacao). Quando nos apercebemos que a relacao esta solida, segura, que a pessoa esta ali e que nao ha forma de a mesma fugir, entao ha tendencia a procurar uma nova luta! E ai esta... que a pessoa ideal (se e que existe uma para todos nos) e aquela que nos faz lutar pela relacao todos os dias, sem que isto signifique dor ou sofrimento. E aquela que nos faz ter saudades mesmo quando a vemos todos os dias. E a que nos faz ter tesao mesmo quando esta, esta descabelada, mal humorada, etc... E a que nos faz confiar nela sem que para isso sejam precisos ramos de flores. E a que nao tem no vocabulario a palavra traicao e isto porque nos respeita. E aquela que iria adorar andar num mini vintage que para na estrada quando chove, ao em vez de um jeep. E aquela que adoraria comer um bitoque numa tasca a beira da estrada quando a fome apertasse, porque afinal o que interessa e a companhia e nao o restaurante da moda! Enfim... AQUELA PESSOA! Concluindo... procuramos ou nao todos o mesmo??? Talvez nao!
Ass: Dandalunda

Desde o Berço


Sei que provavelmente este texto vai gerar alguma discórdia, mas é a minha opinião…
Quantos de nós conhecemos casos de amigos que namoraram desde os 14/15 anos relações que duraram 5/6/8 anos, alguns até chegaram a casar e se separaram passados pouco anos de casamento. È certo, que também conheço casos inversos (Dadinho e Susana, Filipe e Sandra, Fernando Mendes e Selma, Paulinho e Inês) por sinal mais do que é normal, mas provavelmente porque o meu universo de amigos e conhecidos é enorme.
Mas serve esta texto, para dizer, que cada vez, acredito menos nas relações que começam no berço, cada vez acredito menos nas relações que começam na adolescência, com juras de amor eterno, vividas de uma forma intensa e marcante, mas que chegadas ao período adulto, encontram outro tipo de dificuldades, de formas de encarar as situações que fazem com que, essas juras, essas promessas, essas recordações, não sejam suficientes para as manter. (as relações).
Cada vez acredito mais que as relações para darem certo, devem começar com calma, passo a passo, provavelmente até de uma forma não totalmente assumida, acho que em parte ou em grande parte, as pessoas tem medo de estarem sós por algum tempo, tem medo de ficar sós, mas não é nessa tema que me quero centrar.
Costumo dizer que as relações vivem as crises do 2, 4/5 e dos 7 anos, se nas “relações de berço” a dos 2 anos quase não existe, a dos 5 já é séria que já se encontram numa fase pré adulta, e a dos 7 põe quase fim a esses namoros.
Escrevi á poucos dias no meu nick que existiam histórias de amor lindas, que só o eram porque não tinham tido finais felizes….são os casos dos amores de berço, como lhe chamo, são vividos na nossa meninice e de uma forma muito intensa, num período onde tudo é novo e onde a descoberta em conjunto é a força que faz mover o moinho


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sexta-feira, maio 05, 2006

28 anitos…..!!!e há 10 anos atrás..?


Pois é amigos, quando estiverem a ler este texto, aqui o menino já estará nas casa dos 28 anitos (1 de Maio de 1978). Não é uma idade que me assuste, e encaro com naturalidade e ideia de estar a chegar aos 30.
Fazer 28 fez-me recuar 10 anos nas minhas lembranças, recordar que á 10 anos atrás por esta altura deixava de ser menino, e ficava preso entre as traquinices de qualquer adolescente da altura, e a “obrigação” de ter que crescer, pelo facto de assumir decisões que me marcariam e moldariam o meu carácter futuro.
Aos 18 anos vivemos ainda sem pensar muito no futuro, sem pensar que estamos quase a chegar a período das nossas vidas onde já quase nada nos é perdoado, onde o tempo de opções e escolhas começa a se esfumar. E foi precisamente nesse período que me aconteceram 2 acontecimentos, que penso eu, me moldaram muito o carácter e a personalidade 1º a morte do meu avô, que juntamente com a minha avó, sempre foram o meu suporte de vida, e pouco tempo depois, surgiu a oportunidade de viver sozinho, e assim foi o fim prematuro da minha adolescência…
Aos 18 anos tinha (tenho) um grupo de amigos que foram grandes, sem se aperceberem, colhi um pouco de cada um, e das nossas longas conversas das “noites da má língua” ou “liga dos Campeões” como lhes chamávamos, busquei muito do que sou hoje. Tenho pena de que pessoas como Quaresma, Dadinho (não é o da cidade de deus), Finas, Rosa, Paulinho, João, Ruizinho, Nuno Alves (Bibas)…. estejam mais ausentes da minha vida, é assim, são as circunstâncias das vidas , crescemos a cada um têm o dever de seguir o seu caminho, também eu gostava de puder ter mais tempo, mas gosto de pensar que a amizade ainda é a mesma.
Hoje sei que ainda não fiz muita coisa, que queria, tenho dois grandes objectivos por realizar, mas, não tenho pressa, não posso ter pressa.
Tudo isto para dizer que muita coisa mudou, mudou não evoluiu, há dez anos fazia 18, hoje 28, menos espaço para errar, outra forma de ver e viver as coisas, aos 18 tinhas duvidas que caminho haveria de seguir, hoje quase que sei de cor o caminho que escolhi….
A todos vocês que tiveram ao meu lado estes anos todos…aos amigos de sempre e aos de hoje, agradeço por ter “roubado” parte de vocês e ser aquilo que hoje sou...

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segunda-feira, abril 10, 2006

privacidade ou falta dela


No filme beijos que matam (um bom filme, para quem ainda não viu) na cena em o serial killer revela a sua identidade a uma das suas vítimas (que consigo fugir, mas vejam o filme que é melhor), ele diz que andou meses a estuda-la e que lhe tinha dedicado bastante tempo para saber os seus hábitos, rotinas, vícios, tiques, e que nesse estudo que efectuou antes de efectuar o crime, descobri-a e sabia, indo ao lixo (por exemplo) quando é que ela estava menstruada, quando é que tinha relações sexuais, e quando era com parceiros diferentes e quantos eram!
Esta cena exprime bem aquilo sobre o qual queria que pensassem depois de ler este texto, a onde começa e acaba a nossa privacidade hoje em dia??
Hoje em dia, vivemos amontoados uns por cima dos outros (prédios), em caixas a que chama-mos casas, conseguimos saber a que horas o nosso vizinho se levanta e a que horas se levanta a mulher, qual dos dois acorda os miúdos da cama e toda a sua rotina diária, semana, a que horas se deitam, a que horas acordam, quantas vezes por semana fazem amor e quando.
Quase nunca pensamos nisso…..mas que é verdade é…

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O que nos faz ser amigos


Costumo dizer que tenho muitos conhecidos, mas felizmente posso dizer que tenho muitos amigos.
A palavra amigo é uma palavra de tão fácil dilecção que nos dias que correm, utiliza-se facilmente para caracterizar toda e qualquer pessoa com o qual lidamos mais de 2 ou 3 vezes, a palavra conhecido é mais longa e custa muito mais a utilizar numa frase.
Cada um define os seus amigos perante os seus critérios de amizade, e dai a pergunta que dá título a este texto…”o que nos faz ser amigos???”
O que nos faz ser amigos??? Penso que não existem verdadeiras amizades sem tempo, sem anos de convivência e de partilha de histórias, duvidas, risos choro, sem longas horas de conversas, ou seja, como disse atrás, não existe amizade sem tempo, já ouvi dizer que as amizades sofrem um processo inverso ao amor, isto é, no amor existe a atracção, a paixão, o amor, e depois, com o tempo, pode sofrer uma inversão até findar (alguns dizem que o amor só dura 2 anos e o resto é acomodação, pessoalmente hoje não concordo, mas em tempos já pensei que assim fosse (evolução??? lolololol)).
Aquelas pseudo - amizades que ainda não tem a bênção do tempo, resumo a afinidades, a algo forte (um ou mais factores), que pensamos que esse pessoa tem em comum connosco, e que lá está, com o tempo poderão construir uma amizade.
Depois desse processo de construção, o amigo pode estar longe muito tempo, podemos até não falar todos os dias, mas nos momentos importante o amigo aparece, para voltar a partilhar, os choros e as lágrimas as alegrias e as tristezas.
É por isso que digo que as brigas entre verdadeiros amigos são sempre mais marcantes, doem-nos a mais, porque mesmo que digamos o contrário, o sentimento de amizade e de respeito continua lá, mas os feitio as tais parecenças que os une, também os afasta.
É por isso que para mim a resposta á pergunta que coloco em cima é simples e tem 5 letras, “TEMPO”, é o tempo que mede o caminho que já percorremos com os nossos amigos, o que já passamos, é o TEMPO que mede o tempo que perdura essa amizade.


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sexta-feira, março 17, 2006

Afroeuropeu….onde fica o meu continente?


Como devem imaginar, não é fácil para mim, falar de lugares que só conheço por fotografia ou de breves flaxes, cada vez mais ténues, que tenho. Sai de São Tomé e Príncipe pouco depois de fazer 2 anos, e vim para a “nossa” tuga, onde fui criado, com influências das duas partes, da europeia e africana.
Africa do meu imaginário é mar límpido, é praia, é Couqueiros, é Jaca, é a Manga, é a savana com os seus animais selvagens, é calor, é ritmo da música e da dança, é mercados de terra batida inundados de gente, é o azul claro do mar, o verde das vegetações e amarelos dos desertos e savanas.
Africa do meu imaginário não tem guerras, nem fome, nem epidemias, nem vírus maléficos.
Africano na sua maioria é alegria, africano é quente, africano tem ritmo no corpo e é dengoso na fala.
Africa onde estão as raízes para grandes movimentos musicais mundiais, como o jazz, o hip-hop R&B e o Samba, que nos deu o funaná e Kisomba, que tantos aculturou pelo nosso pais fora, ao ponto de vermos brancos a dançar com negros e ou ciganos. Africa, terras de ouro e petróleo e diamantes, e que por ironia do destina é apenas e só o continente mais pobre do mundo, como é que é possível??mas isso, é tema para outras escritas!
Cresci europeu, eduquei-me europeu, mas nasci em africa, e há coisas que nos correm no sangue, por isso sou Afro-europeu…onde fica esse continente?

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sexta-feira, fevereiro 10, 2006

TRECHO DE UMA ENTREVISTA DO CHICO BUARQUE, ONDE ELE DEFINIU "SOLIDÃO"


"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou
fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes
queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para
realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe
compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela
nossa alma."

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Lindo! Brilhante!
Catarina Morgado

sexta-feira, dezembro 23, 2005

frases

quem tem o meu msn, já deve ter reparado k habitualmente mudo de frase no meun nick, aqui ficam algumas que por lá já estiveram, algumas com um grande significado.

Malandro não pára, malandro dá um tempo
Podes fugir, mas não te podes esconder
Não há melhor momento para ser feliz do que agora, a felicidade é um trajecto, não um destino
Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional
Hasta la victoria siempre
A vida é dura para quem é mol
É melhor esquecer e sorrir do que lembrar e chorar
Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas
Mesmo quando cometeres o pior dos erros, algo bom resultara daí.
Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida... !!
Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres
Não é mérito o facto de não termos caído, mas sim o de nos termos levantado todas as vezes que caímos
Não há nenhuma árvore que o vento não tenha sacudido
Não dá para cabular neste teste permanente que é a vida
O mais importante da vida não é saberes onde estás, mas sim para onde vais.
O medo pode aprisionar-te, a esperança liberta-te
O nosso inconsciente, ás vezes, faz sair da nossa boca coisas k sentimos mas n keremos dizer
Chama-se saudade…mas só existe no dicionário da língua portuguesa
quanto pó repousa entre ti e a saudade??
o k deve ser escolhido?? A pessoa k gostamos?? Ou a pessoa k gosta de nós??
E quando dizes k não, mas também não tens a certeza k não seja sim...
Os teus amigos são aqueles k mesmo de olhos fechados sentes onde estão
Não é digno de te mereçer, aquele que só te deseja por uma noite
A forma intensa como te amo, faz-me pensar que em outra vida te odiei...
Do medo de não ser amado á insegurança do amar

estes são algumas frases que se pensarmos bem..tem uma grande ponta de verdade

Grandes filmes

Um grande filme, na minha opinião é o “sexto sentido”, que como todos devem saber fala de um puto que tem o dom (se é que se pode chamar dom) ver mortos, uma história bem conseguida com um final daqueles…mas penso Portugal inteiro já viu.
Outro grande filme é a “cidade de deus”, que nos conta a história do aparecimento de uma das maiores favelas do Rio de Janeiro…um filme para quem tem algum estômago mas muito cómico ao mesmo tempo, com cenas muito bem feitas por actores de palmo e meio com frases e personagens que ficam no ouvido, como Zé Pequeno, Busca Pé, ou “malandro não pára malandro dá um tempo”, malandro não fala, malandro manda uma letra…” entre outras. Um filme para ver e rever. Se tivesse sido produzido em hoolywood, era filme para vários Óscares.
“Habla com ella” e “Carandiru” são outros filmes não produzido na Meca do cinema com excelente qualidade, o primeiro basicamente é uma história de amor..mas não daqueles de amor lamechas….e o segundo é sobre a vida de um médico dentro da maior (entretanto destruída) prisão da América latina, não vejam é ao lado de uma rapariga, porque elas passam o tempo quase todo a suspirar pelo Rodrigo Santoro…
Deixei para o fim aquele que é o filme que para mim leva 5 estrelas..”Os Suspeitos do Costume” (sim foi aqui que me inspirei para o nick que as vezes tenho no msn ( Os Solteiros do Costume) é um filme policial com esse senhor actor chamado kevin Spacy, que está numa delegacia a contar a história de uma quadrilha….só conto isto, quem Não viu veja, mas não desista a meio…parece um pouco confuso e cansativo, mas no fim tudo vai fazer sentido.
existe um filme que em termos de qualidade não é nenhum marco, mas para quem gosta do tema, (e já todos sabem que eu gosto) é o unico existente...fala-vos do "Ultras - Assalto ao estádio", filme italiano e de culto para os apreciadores do tema...
outro filme exelente, e que quase toda a gente viu....os sete pecados mortais, tal como sete anos no tibete, ambos com bread pit, um filme também com o este actor e vinicio del toro é snatch - porcos e diamantes, uma comédia não declarada, de rir do principio ao fim.
A vida é bela, filme que vençeu também vários óscares, apesar de ser de origem italiana.
A medida que me for lembrando de outro bons filmes vou adicionando aqui… mas se não viram estes que aqui estão referido vejam, e digam-me a vossa opinião.
Revi a pouco tempo e não podia de deixar de os referir aqui "Os condenados de shawshank" "A Lista de Schindler e America Proibida"
Um filme que nos fala da influencia que os segundos e as decisões podem afectar não só a nossa vida como a de todos os outros é Corre Lola Corre (run Lola run), têm apenas um defeito, é Alemão, mas mesmo assim prende ao ecrã
Dois grandes filmes que vi recentemente, mas que já sabia que muito provavélmente iria gostar, são os SAW, dois filmes sobre um serial killer, com finais surpreendentes, onde se deve estar atento e muito concentrado aos pequenos detalhes se kqueremos descobrir o que é antes do final do mesmo, estes aconselho para que gosta do genero.
um classico que já passou imuneras vezes na tv , sleepers, sentimentos de revolta, que conta a historia de 4 jovens crianças que cometem um delito e vão para uma prisão juvenil, anos mais tarde encontram a hipotese de se vingarem daqueles que lhes roubaram a meninice, este filme conta com Bred Pitt e Al pacino entre outros, bom filme que aborda um pouco um dos textos escritos aqui (centros de inclusão ou de exclusão).

Ps- Não se esqueçam das pipocas…

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Centro de inclusão ou de exclusão

Nestes 4 anos que tenho de trabalho nesta área tão sensível, (como deve imaginar), como é a área da prevenção da delinquência juvenil, foram acontecendo pequenas histórias, pequenos acontecimentos que de uma forma ou de outra, penso que me ajudaram a ser melhor profissional.
Desde ir buscar jovens a esquadras, a lidar com situações em transportes públicos, a lidar com os problemas de famílias, etc….todas ela histórias que dariam sempre pano para mangas….
Mas de todas elas quero pegar numa mais recente, numa que faz que num período em que tenha duvidas sobre a importância do meu trabalho, me agarre a ela, e me faça continuar a pensar que vale a pena, é certo que tenho outras do género, mas esta é particular porque foca a importância do bom ou mau trabalho dos centros que acolhem jovens…
Um dia, chegado ao meu local de trabalho encontro uma jovem, que habitualmente frequenta o meu espaço, mas que está inserida num centro (colégio) para jovens problemáticos, e ela diz-me “valdo fugi do colégio e não quero voltar” para resumir e para ir ao motivo porque escrevo este texto, a historia acaba num esforço conjunto de uma equipa para convence-la a voltar livremente para o colégio.
E é sobre este colégios que vos quero falar…..muitos dos miúdos/adolescentes que lá se encontram, são jovens com histórias de vida já por si complicadas, alguns vivendo até então num clima de violência, inseridos desde cedo num sistema educativo que pelos meios sociais onde estão inseridos nunca irá resultar, acumulando dor, revolta, maldade dentro deles, seguindo trajectos que os levam até esses centros educativos de supostamente são de inclusão, mas que acabam por ser de exclusão, centros onde ou os educam pela disciplina regida, ou se continua a alimentar todo o potencial de raiva que já existia. O caso mais mediático terá sido Célé, um jovem da cova da moura que andou de centro em centro, fugiu várias vezes, tornou-se marginal, refugiado no seu bairro, espalhou terror por Lisboa e Amadora e hoje depois de morto pela policia é visto como um deus, um mártir entre os jovens dos bairros do concelho da Amadora.
Voltando aos centros, penso que sofrem pelo facto de estarem institucionalmente ligados ao estado, facto que faz com que “a maquina” ande mais devagar ou não possa ser inovada, noutros países esses centros existem, mas foram entregues a instituições privadas, trabalhando os jovens individual e colectivamente, para depois serem devolvidos á sociedade, tendo os governos papeis de observadores e financiadores ou gestores desses projectos, ou seja, é entregue ás instituições sociais á sociedade parte da responsabilidade de recuperar esses jovens.
Quando falamos de jovens, estamos a falar de uma “mercadoria” que não é exacta, não se pode avaliar o ser humano por peso ou por outro critério qualquer, teremos que entender e buscar o passado desses jovens, para tentar melhorar o seu presente e perspectivar um futuro, se importamos quase tudo, porque não importar também os possíveis bons exemplos para que tenhamos mais sucesso em relação aos jovens que passam por esses centros de (ex)inclusão social

Ps…quando falo nestes centros falo de uma forma geral…mas como em tudo existem os bons e os maus centros
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o k deve ser escolhido?? A pessoa k gostamos?? Ou a pessoa k gosta de nós??

aqui está uma pergunta muito interessante....a resposta, diram uns...a pessoa que gostamos, a pessoa que gosta de nós, diram outros!
penso que em 1º lugar para existir está duvida é necessário que exista essa situação, que exista esse dilema....que estejamos no meio de um torbilhão de "feelings".
a experiencia diz-me que normalmente isso acontece quando deixamos algo mal resolvido para trás, e nos aparece pela frente algo que em nós faz despertar um relógio que apenas conta horas de ausência, mas que queremos que nos conte horas de presença.
no titulo pus "o que deve ser escolhido...." mas não é nunca uma opção de escolha, é sim questão de conjugação de factores, onde queiramos ou não, equacionamos tudo, as nossas crenças, os momentos pessoais,o que já vivemos ou não com essas pessoas e principalmente duas vertentes que nestes momentos raramente se encontaram em sintonia....a razão e o coração.
é sempre mais facil qd a pessoa que gostamos e a pessoa que gosta de nós se funde numa só....mas qd isso não acontece??? voltamos á questão....conquistar a pessoa que gostamos, ou dar uma oportunidade a pessoa que gosta de nós.....???
não vós dar a minha resposta.....não vós dizer qual é ou seria a minha opção, até porque não é com esse objectivo que escrevo sobre o tema...mas posso vós dizer que...sigam sempre aquilo que acharem que é o melhor para vocês, sigam sempre aquilo em que acreditam, se encontrarem o equlibiro entre a razão e o coração, é ai que penso que encontaram a resposta que procuram........

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pensem se não é verdade...


Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas
que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...

Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo....

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"

Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer
tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos
da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes
novamente......

Quando o nosso grupo estiver incompleto...reunir-nos-emos
para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.

Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele
dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver
a sua vida, isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo.....
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades....
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa

ps: thanks Humberto Freire (beto)

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quarta-feira, novembro 30, 2005

Ninguém perde ninguém….

No outro dia, estava a ler já não sei bem o quê, e deparei-me com uma frase pensamento que dizia o seguinte…..”ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém”.
Provavelmente um dos pontos de partida para o inicio do fim de certas relações é o facto de um dos parceiros dar como adquirida a conquista do outro, pensar que o outro é seu, e inconscientemente irmos deixando de fazer o que habitualmente fazíamos num anterior período de conquista. Depois quando nos apercebemos o nosso parceiro/a já partiu, porque na verdade nunca nos pertenceu, nunca foi realmente nosso, apenas e simplesmente se doou a nós. Doa-mos os nossos carinhos, doa-mos a nossa atenção, doa-mos tudo o que de bom e mau temos, inclusive os ciúmes, inclusive as esperanças.
Friamente, tenho que concordar que no amor acabamos por ter a coisa mais importante do mundo sem a possuir, e a este pensamento que diz …..”ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém” acrescento..simplesmente doamo-nos a alguém.

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sexta-feira, setembro 16, 2005

sociedade....eu sou filho da rua....


Ao lerem este título, já estão a pensar "o que é que este gajo quer agora???"....lololo
estava no outro dia a almoçar com as minhas colegas de trabalho, e uma decidiu por a tocar um cd, com as músicas dos desenhos animados da minha (nossa) infância... e como me é habitual, toda ela me passou a frente dos olhos o que é normal,quando oiço ou vejo algo que me faz lembrar a minha infância.
o passar horas e horas na rua a jogar a bola (hoje penso que a bola foi a minha 1ª namorada ) , a apanhada, o berlinde, ao bate pé, ao jogo de lenço, policias e ladrões, ir apanhar fruta aos quintais dos vizinhos (lololol).
eramos miudos, mas putos que respeitavam os mais velhos, que só queriamos desbunda nas aulas, mas respeitavamos os professores, que tentavamos ir sempre além dos limites impostos pelos nossos pais, mas que sabiamos que não podiamos abusar..
Agora e depois deste precurso nostalgico e saudosista porque o tempo não volta atrás, chego a onde quero chegar, aos nossos putos de hoje....
Quando hoje olho para os locais onde custumava "desbundar", vejo carros e mais carros, e já não vejo o Rosa, o João, os Rui´s, o Tiago, o Paulinho, o Giló, o Nando, Narciso, etc etc...continuo a olhar e só vejo carros, isto é os nossos putos de Hoje já não crescem na rua, são educados e preparados para depois das aulas irem brincar para casa (em grupos de 3 ou) ,com o PC (que se tornou o seu melhor amigo), e falar e jogar com os outros amigos, esses sim de carne e osso, mas que também eles tão em suas casa.
As nossas crianças de hoje passam horas em frente a tv (outra amiga onde encontram amigos de fantasia, mas que se tormam para eles bem reais), a ver programas onde não aprendem nada, a não ser violência, os nossos "putos"deixaram de ser traquinas, para serem maldosos, passaram a desrespeitar tudo e todos, pais inclusivé, já para não falar de professores e educadores, e os que vagueiam pelas ruas sem destino (porque também os há) são normalmente os "kids" dos bairros que buscam a oportunidade de terem uma "fezada", para um telefone topo de gama ou guita para o lanche.
reina a anarquia entre os nossos jovens, não existem referencias, não sabem para onde caminham, não sabem escolher os seus pares, eles tem problemas e não falam, querem gritar e não gritam, pergunto-me por vezes, se sabem que estão a desperdiçar a melhor altura das suas vidas.
por incrivel que pareça quanto maior são as posses financeiras dos pais, mais infelizes me parecem "os putos", porque olham para os tais "kids" de rua, os que vagueiam..esses mesmo não sabendo para onde caminhar, mesmo não tendo dinheiro no bolso...esses continuam a improvisar, a tentar construir por vezes carrinhos de rolamentos, ou como eu custumo dizer a tentar ver com quantos paus se faz uma canoa......
esses parecem-se mais com o "puto " que eu fui, com o "puto" que tu foste....
sei que este tema é polémico e sensivel, e atinge-me pessoalmente 7 dias por semana. Cada um tem a sua opinião, e muito mais haveria para aqui escrever sobre, mas pensem, procurem dentro das nossas grandes cidades os nossos "putos" a jogarem a bola, a partirem um vidro, a esfolarem um joelho.... procurem-nos .....não os vêm pois não??
fomos dos ultimos..... eu fui filho da rua


ps..escolhi o verde por ser esperança.....esperança nas nossas crianças e na nossa sociedade

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