segunda-feira, janeiro 05, 2009

A varanda que foi meu mundo


Abraço o ano novo de uma varanda! Os Primeiros foguetes, rebentam no ar, e a tranquilidade do momento invade-me, talvez porque não tenha, nem traga grandes expectativas para o novo ano.

Lembro-me da pergunta que a minha colega Patrícia Arantes (Pelé como carinhosamente lhe chamo), me costuma fazer quase diariamente, como um cumprimento de bom dia, “ És feliz? Vives com gosto?”. Sim, vivo com gosto, vivo com gosto todos os amanheceres, vivo com gosto o momento que partilho com os que estão comigo, momento de transição, de renovar de esperanças, de olhar com um suave saudosismo para um passado recente, sim sou feliz com os pequenos nadas que tenho, mas que muito significam, sim sou feliz por poder andar de cabeça levantada, por não dever nada a ninguém, sim sou feliz com o que faço e por quem faço, sou feliz com os que estão comigo, sou feliz inclusive com o que me fez e faz sofrer, feliz pelo positivo que podemos tirar do sofrimento.

Aquela varanda, foi um mundo de rápidos pensamento, rápidas emoções contidas e não demonstradas, sou assim, desde que me conheço, poucas vezes emotivo, muitas vezes pensativo, frio, mas não de pedra dura.

A varanda que foi meu mundo, fez-me lembrar de Albufeira, de Faro, de Sobral Gordo, Tróia, de Londres, de Fernão Ferro, Trafaria, fez lembrar de uma noite em que sozinho chorei por alguém estar longe. A varanda que foi meu mundo, fez-me desejar o melhor para os “meus” que ali estavam, fez-me pedir que nada lhes traga sofrimento, fez-me pensar naqueles que ali não estavam, e do qual senti falta.

Aquela varanda foi de facto o meu mundo, parei o relógio do tempo por um minuto, e fui dos finais dos anos 90 até ao último minuto de 2008….

1 comentário:

visao.diferente disse...

Se metade do mundo pensasse assim... Muito poucos sao os que conseguem ver através dessa frieza...mas quem consegue não se desilude...bem pelo contrário...

Há pessoas que nos orgulhamos de conhecer...

Abraço e bom ano amigo!